terça-feira, 8 de novembro de 2016

fail to see the tragic, turning into magic


Quando era mais jovem eu tive um sonho, tinha um lugar, uma cidade – Não lembro bem onde era, mas parecia familiar, quase como já tivesse caminhando por aquelas ruas e soubesse todos os segredos daquelas vielas. Neste lugar, o entretenimento era tudo, esta em todos os lugares e toda recanto das vidas das pessoas, as pessoas consumiam entretenimento toda hora, os seres humanos se tornaram zumbis, mas não so zumbis dos filmes que comem cérebros e são pútridos, mas outra forma de zumbi, seres que consomem entretenimento a cada segundo, quase como se fossem viciados em uma droga, querendo cada vez mais e mais. Havia telas em tudo que é canto, nos carros, no metro, nos trem, nos celulares. Toda hora todos consumiam informação – entretenimento. E nesse lugar familiarmente estranho, havia essas mulheres que estavam completamente pútridas, sujas, descabeladas, meio mortas da cabeça – nuas elas dançavam em gaiolas, e suas mandíbulas estavam fechadas para que eles não mordessem os pau de todos esses caras que estavam ao redor deles se masturbando. As vezes eles gozam nelas, outra vezes gozam uns nos outros. Ele gravavam tudo com pequenas câmeras. Tudo era gravado. Aquilo era assustador e surreal. Por algum motivo quase um Sodoma e Gomorra 2.0. E então, de alguma forma, eu estava lá e eu era como apresentador do evento inteiro e parte daquilo tudo ou algo assim. “Essa foi provavelmente a primeira aparição do que será o futuro sua cabeça feia.” Alguém gritou. Eu despertava sempre nessa parte.
Isso foi um sonho recorrente quando eu era criança. Ou talvez pesadelo, dependendo do ponto de vista.
Não tenho mais este sonho.
A cada segundo que vivo minha realidade e abro algum rede social, ou ligo a teve ou leio uma revista, vejo trechos do meu sonhos na realidade.

Alguns sonhos realmente se tornam realidade.

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